Sobre o Silêncio e alguns devaneios

Não! Se me perguntarem se a Vida cansa, direi que a Vida não representa um fardo. É o Mundo que, nos aproximando mais e mais uns dos outros, torna meio carregado o ar ao nosso redor. A interação, esses entre-choques com os outros (sempre os outros), nos custam um tempo precioso para que nos estabilizemos e nos controlemos.

Entretanto, retornar ao combate diário pelo silêncio interior, necessário ao repouso da Mente e à reflexão, tornou-se tarefa quase impraticável nos dias de hoje. É no silêncio que, se alcançado em um nível mínimo, nos permitiria varrer da mente aquilo que a contamina e nos prende, tiranicamente. Nobres metas sempre estão a ceder lugar a pensamentos fortuitos, desejos prementes e necessidades imediatas. Concebemos esses pensamentos inúteis como filhos mimados a nos aporrinhar, dia a dia.

Continue lendo “Sobre o Silêncio e alguns devaneios”

Balada do Anônimo Gigante

O granizo cai impiedoso
Sobre o telhado de vidro,
Que não reclama, pois não ama.

O ideal não resiste à chuva
De fogo e cinzas, que incinera
A presa e a fera de grande fama.

Poemas são pedidos em garrafas,
Metidos, dobrados, rasgados,
Sobre o peito, sobre a cama.

Vem de dentro do peito
O pedido daquele poema:
Que a chuva, a qual espera
Que a fera lacerada
Descanse, fatigada,
Desça e renove a lama
Desta alma perdida
Que não ama.

Ebrael Shaddai, 30 de janeiro de 2015, 23:00.

Sub Corde, Aurum fiet!

“Sob o Coração é que se faz o Ouro!”

Os que amam o barulho e a futilidade vivem cobrindo, com o seu barulho, o silêncio das selvas, das montanhas e do mar, temendo que um mundo tranquilo os acuse por sua futilidade. Agem nervosamente, com o pretexto de que o fazem com alguma finalidade. Assim, também acontece com o avião: ao passar, parece que nega a realidade das nuvens e do Céu, com sua prepotência. Depois que ele passa, voltam o silêncio e a tranquilidade. É o silêncio do mundo que é real. Nossos ruídos, nossos negócios, nossas finalidades e todas as vãs afirmações relativas a eles, tudo isso é ilusório. Apesar de todos os ruídos externos, a árvore produz os seus frutos em silêncio.

FONTE: Site Catequético.

MAIS SOBRE THOMAS MERTON: 

Quem tem medo de hackers vagabundos?

Bem, todos deveríamos temer os hackers que roubam nossas informações pessoais, senhas de banco ou coisas do tipo. Porém, e aqueles que invadem nossas contas com vistas a postar verdades a nosso respeito, em nosso nome? Devemos temê-los? Quem está na chuva é para se molhar! Especificamente, falo daqueles que, buscando calar e intimidar uma pessoa em sua liberdade de expressão (mesmo se fazendo de vítimas da sociedade), tentam, de todas as formas, ridicularizá-la em público através da invasão hacker e exposição de sua imagem.

Continue lendo “Quem tem medo de hackers vagabundos?”