Grito da Esperança

Assim, muda o mudo
E fala a tal mudança.
Permanece isso tudo
Em perfeita bonança.
Cede o cinto à pança
Daquele guloso parrudo,
Indiferente ao ossudo
Rosto faminto da criança.
Ao rapado ou ao barbudo,
Ao de tez fransida ou mansa,
A mudança não lhe é escudo
Para fugir ao grito mudo
Do faminto de esperança,
Pois a esperança redime tudo.
(Ebrael Shaddai, 2 de abril de 2016)

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