Do berço para a Vida

Não raro, me pergunto se não passamos, nós (adultos), mesmo, de crianças supernutridas. O mundo desaba sobre nós, com suas responsabilidades e rudeza, antes mesmo dos 18 anos de idade. Porém, como manifestação de um fenômeno de nosso tempo, ou não, chegamos à média idade e acabamos nos percebendo imaturos, birrentos e cheios de desculpas esfarrapadas para nos furtarmos aos poucos, mas necessários, deveres para com os outros.

Sinto que minha alma já é suficientemente velha para entender a inversão fundamental de nossa era. Ao concluir a adolescência, ansiamos pela liberdade para, então, nos lançarmos às nossas próprias cadeias particulares (ou coletivas). Quando, finalmente, ficamos adultos, procuramos os vínculos equilibrados, e ao encontrá-los, acabamos agindo da mesma forma destemperada que os adolescentes costumam expressar em suas ações.

Acabo achando, ao contemplar o surto de inversões de valores do qual sofre nossa sociedade atual, que a idade adulta é apenas uma ligeira rebelião contra o berço infantil, para o qual acabamos voltando após as doenças, estresses, cansaço e final aposentadoria. Levantamos e caímos, indefinidamente. Do chão, não passamos. Do berço, não queríamos ter saído. Somos crianças emocionalmente subdesenvolvidas.

Do popular ditado ao trocadilho: o bom filho ao berço torna.

7 respostas para “Do berço para a Vida”

        1. Boa noite, Nágea!

          Ainda não concluí. A Vida pe inconclusa, em todos os sentidos. Ao menos, assim nós a percebemos. Eu acho que é. 🙂
          Um dia, ou em alguma noite, chego lá!

          Fraterno abraço! 🙂

  1. Se depender da grande estima que lhe tenho e de tudo que peço a DEUS por sua pessoa, você chegará ao topo sublime, muito mais depressa que imagina! Que nosso PAI SUPREMO nos abençoe! Fraterno abraço!

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