Uma Voz em meio ao Silêncio

Canto a ti, ó minha Voz,
Que ecoas entre os chefes,
Gritas pelas nuas esquinas,
Soluças pelos bares
E atentas contra meu sono.

Conto-te uma história,
Curta como a lembrança rota,
Mas estranha, demais,
Como a das flores roxas
Quando encontram a fria paz.

Relato e versos mudos,
Pois que bem lembras, sim,
Que já contei-te outrora
Que, da Guerra e do Amor,
Retemos marcas e Glória.

E o que dizes dela, ó Sibila,
Pacífica e louca, confusa,
Admirando-lhe a remissão?
– Da história ou das flores?
Da Alma convulsa, gemente,
Que alcança a calma perdida.

De uma marca, grito silente,
Sufocado e, pois, expulso.
Um mar de certezas em brumas
Me leva ao Silêncio da Vida,
À noite da Vida após a Vida.

(Ebrael, 20 de outubro de 2018, 02:35 a.m.)

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