Amuletos vivos

Tenho predileção mais aos gatos que aos cães como animais de estimação. Claro, essa tal predileção varia de pessoa a pessoa. Há quem não vá bem com esses nem com aqueles, e prefira os pássaros. Também podemos verificar os casos extremos em que os animaizinhos prediletos sejam os humanos.

Esse é o príncipe do meu sofá e protetor da casa!

Mas, feminismos, machismos e masoquismos à parte, tenho certeza que esses bravos amigos, que nos aturam em nossas infantilidades tardias e crises de neuroses, por vezes perigosas, pagam bem a comida, água e cuidados que lhes damos. Mais que companhias, são protetores passivos de nossos lares contra as energias negativas que adentram nossas casas, trazidas ora por nós mesmos, ora por outros.

Mustaphah, falecido em 2006, talismã vivo que rasgava meus livros para chamar a atenção e assegurar exclusividade.

Muitas vezes, inteligências hostis (ou melhor, encostos) se achegam para trazer o caos, a doença e a morte, e eles nos protegem, absorvendo de imediato, pela propriedade magnética passiva de suas almas puras, todos os miasmas de morte que assaltam nossas casas. Como são muito apegados e afinizados conosco (seus “donos”), assimilam, por osmose animica, tudo que nos é direcionado de ruim. Nesses casos, se enquadram as ocasiões em que adoecem aparentemente sem razão, e muitos chegam a morrer devido à força de um magnetismo negativo mais vigoroso que lhes atinge em cheio.

Então, aos que têm animais em casa que lhes são muito apegados, dêem-lhes seu devido valor, com carinho, atenção e cuidado.

Tsunami no Japão – Fotos de Satélite

Tem gente que não leva muito em consideração os tsunamis e fica se perguntando (ingenuamente) como “uma enchentezinha vinda do mar” pode matar tanta gente e causar tanta destruição.

Em primeiro lugar, tsunami não é uma “enchentezinha”, mas uma onda gigante que pode chegar a alturas bem maiores que os 10 metros, no caso do Japão. Ela chega em silêncio, à luz do dia ou na calada da noite, depois de terremotos ocorridos no fundos dos leitos oceânicos, mesmo longe da costa. Você olha para o mar e só se prestar atenção você consegue identificar anormalidades na configuração das ondas. Quando você percebe, normalmente, é tarde demais. Aí é subir ao lugar mais alto que estiver ao seu alcance!

Essas fotos de satélite foram veiculadas no site do jornal The New York Times, e dão uma mostra do que são capazes as forças naturais quando dão o ar de sua graça! Para melhor visualização do conteúdo interativo, arraste a aba no interior das fotos para ampliar a visualização do “antes” e “depois” dos eventos.

Eis o link: http://www.nytimes.com/interactive/2011/03/13/world/asia/satellite-photos-japan-before-and-after-tsunami.html?hp

Morro do Cambirela: mais de 1.000 metros acima do nível da rotina


Sou uma pessoa que habitualmente não curte a rotina, a estabilidade, mas que ao menos admite que ela é necessária para que não voemos para a Lua das fantasias e devaneios. E o mais disso tudo: para comer e responder por aquilo que assumimos na vida. Se eu, por acaso, não fosse casado, hoje estaria trabalhando em viagens de algum tipo.

Eu ainda tinha 15 anos,quando decidi ir, com um grupo de colegas, escalar o Morro do Cambirela, nos encontrand de madrugada, às 5h da manhã. Estava com uma namorada, a qual me arrependi de ter levado comigo, pois só reclamou de cansaço (do que ela foi avisada) e tive de levar a maior parte da bagagem de nós dois (a dela somava mais 70% do peso, vai entender!!).

O Morro do Cambirela é o ponto mais alto do litoral catarinense, e localiza-se na zona de transição entre a Serra do Mar e a Serra Geral, abrigando parte do que restou da Mata Atlântica em Santa Catarina. Está no território de Palhoça, minha cidade, e dentro do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, área de Proteção Permanente. Alcança 1.043metros de altitude em seu pico mais alto. Lá de cima, dá de vislumbrarmos toda a Ilha de Santa Catarina (Florianópolis) e boa parte do litoral catarinense. Cambirela é uma palavra indígena, que significa “dois seios” , pela sua semelhança aos contornos.
Chegamos, enfim, exaustos e estressados com as reclamações por cansaço de quem insistiu para subir por vaidade. Comemos, nos hidratamos. À noite, acendemos uma tradicional fogueira e bebemos, ao som de um violão. Dormimos amontoados nas barracas coletivas, que se tornaram pequenas. Começou a chover. Passamos um frio danado. No dia seguinte, na descida, quase nos perdemos, pois escolhemos um caminho que talvez estivesse mais transitável, menos cheio de lama. Acabamos voltando `trilha que usamos para subir. Não tinha jeito: tivemos que sentar com a bunda no chão e ir deslizando trilha abaixo!!
Olhando para leste, vista geral da Ilha de Santa Catarina. Na parte de baixo, o litoral de Palhoça.

Depois de 4h de descida (demoramos mais pelo cansaço e pelas más condições da trilha), chegamos em casa, imundos, enlameados, Só me dei conta que teria de inventar uma desculpa para minha mãe uns 500 metros antes de chegar em casa. Disse parte da verdade: que fomos acampar numa praia por perto e, que por causa da chuva, os caminhos estavam cheios de lama. Só não disse o principal, para minha mãe que sofre dos nervos: que a praia ficava a mais de 1.000 metros de altura, com mata fechada por pelo menos 850 metros do caminho.

Foi minha primeira grande experiência transgressora. Na verdade, transgressora para minha mãe. Para mim, o primeiro ar fresco da Aurora da Liberdade.
Foto do pico mais alto do Maciço do Cambirela.


Abaixo, um documento que achei no Scribd para referência às trilhas possíveis para subir ao cume do Cambirela. Bom para os aventureiros que estejam pensando em acampar lá encima.

Palhoça, SC: Minha Terra

A princípio, criei esse blog para postar minhas memórias, que estavam sendo comidas pelo tempo e pelas traças entre pilhas de cadernos. Mas, pelo entusiasmo, acabei diversificando demais os temas das postagens, fugindo assim do objetivo principal. A partir de agora será diferente…

Eu nasci a 25 de Outubro de 1980, às 23h15min, na Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis, SC. Meus pais moravam, naquela época, em Palhoça, distante 13 km de Florianópolis. Minha mãe continua morando no mesmo terreno em que foi criada, em Palhoça. Meu pai mora agora em Balneário Camboriú, SC. É sobre a cidade de Palhoça que vou falar agora, e citar também alguns locais dela que me marcaram.

Localizada entre o litoral e a Serra do Mar, Palhoça é hoje uma das cidades que mais oferecem alternativas de lazer para os turistas. Entre as praias mais conhecidas destacam-se Enseada de Brito, Guarda do Embaú, Pinheira e Praia do Sonho.

Praias e ilhas paradisíacas, morros que revelam maravilhosas vistas e parques ecológicos onde é possível sentir a natureza em sua plenitude. Tudo isso está localizado no município de Palhoça SC a apenas 13 km de Florianópolis. A exuberância natural do lugar fez com que a cidade fosse reconhecida pela Embratur como polo turístico.

As tradições, costumes e arquitetura deixados pelos colonizadores de origem portuguesa, açoriana, italiana e alemã ainda hoje estão presentes no dia-a-dia de Palhoça SC. Outro aspecto relevante do município é o seu artesanato diversificado, destacando-se entre eles o artesanato indígena, que resgata os valores e a cultura daquele povo. No município ainda existem engenhos e alambiques que produzem artesanalmente a farinha e a cachaça.

Palhoça possui um dos maiores mangues de toda a América do Sul. Quase 70% de sua área é composta pela Mata Atlântica, que pertence ao Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. Considerado a maior unidade de conservação do Sul do Brasil, com 90 mil hectares, o parque é destino obrigatório de quem visita Santa Catarina. O local ocupa área de nove municípios, sete ilhas e apresenta grande diversidade de ecossistemas, incluindo campos de altitude, mata nebular, floresta de araucárias, restingas e manguezais. Isso, sem falar no território de Palhoça se concentram 87% da área do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, a maior área preservada de mata nativa de SC, e que abriga centenas de espécies atualmente em extinção em seu ecossistema.

Fotos Selecionadas:


Essa é minha cidade, minha terra, e cujas histórias contarei, em outras oportunidades, mescladas às minhas próprias, pois que tudo que vivi de mais significativo se encontra marcado no chão dessa terra.