Vertigem (Recortes)

Nascer do Sol

Nascer do Sol – “Re-flexo”
O nascer do Sol
será para todos
Mas só alguns o sentem…
Os sentimentos de Amor
Não são quimeras nem utopias
Nem para sofrer vasta dor…



Stromness, Geórgia do Sul
Stromness, Geórgia do Sul – “Re-corte”
…É o sentir de emoções
De muitos cruzamentos
De Amor nos corações…
*******

O Primeiro Beijo

Bem, em geral, o primeiro beijo é como todo rito de passagem (salvo quando sem querer ou por violência). Rito de passagem? E o que seria um rito de passagem?? Que diabos é isso?? Para mim, um rito de passagem é todo e qualquer evento que faz um indivíduo transcender de um estágio a outro de sua existência, tanto a nível social, econômico, filosófico ou moral. E o rito de passagem tem, como primeira função, o objetivo de prover uma pessoa dos meios de satisfazer uma necessidade, presente ou futura. Exemplos disso: uma iniciação religiosa,em que o indivíduo é imbuído de novas funções na religião de um grupo; o trote (respeitoso) dos calouros que recém-ingressam nas universidades…

E o primeiro beijo?? Seria um tal rito desses?? Sim, é claro. O menino ou menina, que tem seu corpo transformando-se para um corpo mais apto à reprodução e à luta pela vida, precisa desse primeiro contato, que é a porta de entrada dos sentidos, o contato do olfato-paladar. Quando nascemos, lá está o olfato-paladar a nos apresentar a mãe, no período da amamentação, seguido do tato, audição e, por último a visão. É curioso: pois na adolescência, me lembro, foi nessa sequência que amadureci sexualmente. O carinho do sexo oposto, apresentado primeiramente pelo primeiro beijo (olfato-paladar), depois pelo tato (abraços e carícias), seguido pela audição (sons da excitação externada) e por último, a visão (da nudez, da mecânica da reprodução e do prazer).

Meu primeiro beijo foi estranho. Eu, saindo da escola, envergonhado que era, vi que uma guria me olhava (me comia com os olhos) sem parar. Eu me aproximei, meio que disfarçando. Ela nem me disse nada, muito menos eu precisei inventar algo pra falar. Me tascou um beijo, e eu já emendei outro. Nunca tinha beijado (óbvio!!) e me vi beijando profissionalmente. Quando menino, sempre tinha aquele negócio de treinar em algo (pulso, sorvete, etc.), mas sempre achei que aquilo não funcionava. Era simplesmente, e hoje percebo isso, o instinto. Era instintivo: está nos genes!! Somos animais também, somos permeados em nossas almas pelos instintos. Já nascemos meio que intuindo (instinto= intuição inferior, latente) o que vamos fazer, o que precisamos fazer. Está ali, tudo pronto, uma massa de modelar, uma comida semi-pronta sendo descongelada no microondas do nascimento.

Cá estou, pronto, desenvolvido, com um filho de 9 anos. Naquele dia eu já era um homem. Não um homem completo, mas um homem mesmo assim. Não havia transposto ainda aquele limiar do beijo, mas pouco a pouco, vamos transpondo, um a um, as barreiras que nos separam da nossa felicidade, que consiste em satisfazer nossas necessidades, materiais, espirituais e sociais. Que bom seria que, entre nossas necessidades, estivesse também a de satisfazer a dos que não podem se satisfazer com o mínimo!! Pois, se a felicidade consiste, também, em ter e inventar mais e mais necessidades, e satisfazê-las, seria ótimo que quiséssemos acudir mais e mais necessitados…

Um dia queria beijar, quando era menino. Não conseguia, pela timidez. E alguém, que nem sei onde está agora, me ajudou nisso. Pode parecer uma coisa banal. Mas, naquele momento, para mim, não havia coisa mais importante no mundo acontecendo que meu primeiro beijo!!

Palhoça, SC: Minha Terra

A princípio, criei esse blog para postar minhas memórias, que estavam sendo comidas pelo tempo e pelas traças entre pilhas de cadernos. Mas, pelo entusiasmo, acabei diversificando demais os temas das postagens, fugindo assim do objetivo principal. A partir de agora será diferente…

Eu nasci a 25 de Outubro de 1980, às 23h15min, na Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis, SC. Meus pais moravam, naquela época, em Palhoça, distante 13 km de Florianópolis. Minha mãe continua morando no mesmo terreno em que foi criada, em Palhoça. Meu pai mora agora em Balneário Camboriú, SC. É sobre a cidade de Palhoça que vou falar agora, e citar também alguns locais dela que me marcaram.

Localizada entre o litoral e a Serra do Mar, Palhoça é hoje uma das cidades que mais oferecem alternativas de lazer para os turistas. Entre as praias mais conhecidas destacam-se Enseada de Brito, Guarda do Embaú, Pinheira e Praia do Sonho.

Praias e ilhas paradisíacas, morros que revelam maravilhosas vistas e parques ecológicos onde é possível sentir a natureza em sua plenitude. Tudo isso está localizado no município de Palhoça SC a apenas 13 km de Florianópolis. A exuberância natural do lugar fez com que a cidade fosse reconhecida pela Embratur como polo turístico.

As tradições, costumes e arquitetura deixados pelos colonizadores de origem portuguesa, açoriana, italiana e alemã ainda hoje estão presentes no dia-a-dia de Palhoça SC. Outro aspecto relevante do município é o seu artesanato diversificado, destacando-se entre eles o artesanato indígena, que resgata os valores e a cultura daquele povo. No município ainda existem engenhos e alambiques que produzem artesanalmente a farinha e a cachaça.

Palhoça possui um dos maiores mangues de toda a América do Sul. Quase 70% de sua área é composta pela Mata Atlântica, que pertence ao Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. Considerado a maior unidade de conservação do Sul do Brasil, com 90 mil hectares, o parque é destino obrigatório de quem visita Santa Catarina. O local ocupa área de nove municípios, sete ilhas e apresenta grande diversidade de ecossistemas, incluindo campos de altitude, mata nebular, floresta de araucárias, restingas e manguezais. Isso, sem falar no território de Palhoça se concentram 87% da área do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, a maior área preservada de mata nativa de SC, e que abriga centenas de espécies atualmente em extinção em seu ecossistema.

Fotos Selecionadas:


Essa é minha cidade, minha terra, e cujas histórias contarei, em outras oportunidades, mescladas às minhas próprias, pois que tudo que vivi de mais significativo se encontra marcado no chão dessa terra.